Voltamos para casa depois do Lucas ter tido alta. Lá conhecemos a Dr. Gina uma excelente pediatra, ela foi muito carinhosa conosco e nos ajudou muito, ela encaminhou o Lucas para começar a fazer fisioterapia e me deu o laudo para darmos entrada ao beneficio dele (loas). Depois da recuperação do Lucas comecei a levá-lo na Apae (ele ta lá até hoje), ele começou fazendo fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação precoce, além de acompanhamento com pediatra, dentista e neurologista.
Na Apae conhecemos muitos amigos e amigas, uns já tiveram alta, outros Deus já levou e alguns estão ao nosso lado até hoje. Lá existem tantas crianças com todos os tipos de deficiência e cada uma com uma maravilhosa história de vida que com certeza emocionaria a todos, elas são maravilhosas, além de muitas mães e pais que são verdadeiros guerreiros. Ser mãe e pai de uma criança portadora de necessidades especiais é matar um leão a cada dia, para conseguir os direitos dos nossos pequenos e para poder ver aquele sorriso maravilhoso nos rostinhos deles.
Com um mês de operado a válvula do Lucas entupiu e a nossa luta recomeçou. Íamos pro Infantil e o médico dizia que era algum resto da cirurgia, provavelmente sangue coagulado que passou pela válvula e fez com que ela ficasse obstruída, ele me ensinou a bombe-ala manualmente, ou seja, eu tinha que pressionar uma parte da válvula que é uma borrachinha com o polegar, isso era horrível e machucava ele. Com isso a cabeça dele voltou a crescer. A Dra. Larissa ainda nos atendia no seu consultório e para evitar que a cabeça do Lucas crescesse muito ela fazia punção de alívio mais ou menos uma vez por mês, para quem nunca ouviu falar punção de alivio é um procedimento onde ela furava a moleira dele com uma agulha grossa e puxava o liquido manualmente, era horrível ver ele passando por isso, ele chorava muito. Mas era preciso, ele tinha que ficar com a cabeça enfaixada para ajudar também.
Amanhã tem mais...
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